
e eu sempre exagerado e apocalíptico...
... porque nem todo discurso precisa de início, meio e fim ...



beatles representa descoberta porque cada música é um novo tema, e cada tema promove e registra um momento como se ele não pudesse nem ter sido pensado sem aquela trilha, naquele ritmo, entre aquelas pessoas, fazendo aquelas reflexões... por mais que já tenha ouvido centenas de vezes nowhere man, no dia em que estive sozinho numa viagem a porto seguro, depois de uma noite exagerada e regada a destemperos e muito alcool, fiquei por duas horas olhando o mar e ouvindo somente esta música, repetidamente, repetidamente, repetidamente, repetidamente... e juro que sentia aqueles caras ali, tocando e cantando junto comigo “Nowhere Man, the world is at your command”, “Making all his nowhere plans for nobody”...
a conseqüência deste ato covarde leva josé a loucura e um dia, com jesus adolescente, quando ele é preso pelos soldados romanos, se entrega e pede a morte na cruz... cristo descobre que sua vida é fruto de um ato de covardia do pai... aí começa o sumiço de cristo, o trecho de sua vida que pouco se conhece...
abaixo trecho que faz referência ao livro: “Porque é que o carpinteiro José não avisou todas as mães de Israel daquilo que José sabe: que Herodes vai assassinar todos os recém-nascidos do reino? Para salvar Jesus, para que Jesus cumpra o seu destino, que será, também, a sorte da morte? Será que José reserva Jesus para a morte na Gólgota? Para isso salva-o Herodes? E os outros, todos os outros meninos, esses o quê? Pode elevar-se a glória de Deus ou de um governo sobre a miséria de um só menino morto?”
...acima um quadro do artista barroco Peter Paul Rubens, "O Massacre dos Inocentes", ilustra este momento da loucura de herodes...
http://www.cdof.com.br/socorros2.htm
aí em cima esta a capa de marvel zombies, de robert kirkman, historia de um universo paralelo da marvel onde todos os heróis são zumbis... tenho a revista zero, chamada dead days, magnífica... mas quero falar de outra coisa... comprei a edição definitiva de capa dura dos supremos na saraiva... peguei pela internet, sem pagar frete, num preço que caiu do céu... lindo...
e outra obra, killing joke, piada mortal, allan moore fazendo batman e coringa... o melhor do melhor de batman... voltando a tal compra, ainda de quebra peguei também uma coletânea profissa do alex ross e algumas histórias do monstro do pântano de allan moore... mas quero falar dos supremos...
estes ai em cima são os supremos, edição definitva... podem chamar de coisa de criança, e criança gosta mesmo destas coisas, mas a evolução da linguagem utilizada nestas revistas e a interferência de temas e contextos contemporâneos e suas decorrentes interpretações dadas tanto aos perfis dos personagens quanto aos ambientes que interatuam é digna de ser considerada como, junto com o cinema, as animações e os jogos eletrônicos, um dos mais fabulosos produtos culturais da atualidade...
e os trezentos de esparta de frank miller... tenho a edição de capa dura e widescreen... estas novas obras dos quadrinhos são encantadoras... a arte gráfica e os roteiros possuem uma noção/definição estética tão bem construída que sua transposição para outras mídias, como no caso do cinema ou das animações é imediata... frank miller, neil gayman, kurt busiek, allan moore, alex ross, jeph loeb, robert kirkman... e enfim, mark millar, bryan hitch, andrew currie e os supremos...
não quero falar muito... não devo... sim , é uma história de super heróis... sim, o capitão américa representa o herói americano, e ele é o grande líder do grupo e a grande referência de ética, ordem e justiça... um personagem fora de sua época, o mais reacionário, o de valores antigos e muitas vezes antiquados... o homem de ferro um moribundo rico e bêbado... thor um humano lunático que se diz deus, hippie e anti-imperialista... bruce banner um cientista frustrado, hank pym tem problemas com violência doméstica... os supremos ainda não chega ao pesadelo beatnik do universo dos planetary, como no caso do personagem do doutor, anti herói que viaja no tempo apenas com o pensamento e pode intervir e mudar a história nestas viagens, mas que para fazê-lo precisa estar dopado e injetar heroina na veia... e vive a ponto de morrer de overdose... mas já provoca muito o que pensar... e nos faz repensar o papel destes heróis que se destacam quanto mais se parecem com o homem comum... eu sou chefe... e meus subordinados não acompanham muito o que escrevo... já sou chefe a uns... sete anos... já contratei muita gente, demiti alguns, orientei outros, discuti com vários, enfrentei a maioria... e descobri a minha forma de exercer o poder... e estou satisfeito com ela...
sou um homem que não negocia as posições sexuais... puxa com força ou beija com leveza, toma pelos braços e joga na cama, com a mesma certeza que carrega no colo enquanto lambe o pescoço e respira com dificuldade... dificilmente me deixo levar... assim como na música, quem conduz sou eu...
por vezes me deparo com um enfrentamento... sou acusado de mandar demais... e mandar demais é algo que me incomoda profundamente, pois sempre enxergo como algo que cerceia a liberdade, que limita a vida... mas eu mando demais, muitos me dizem isso... não deve ser mentira... eles devem estar certos...
já ouvi inúmeras vezes, "porque tem que ser sempre do seu jeito?"... não precisa ser sempre do meu jeito... mas eu quero que seja sempre do meu jeito... mas as coisas só serão do meu jeito se o outro quiser, assim como eu quero... eu preciso que ele queira que as coisas sejam do meu jeito... eu preciso...
foi quando recebi um tapa na cara... pois sempre pude perceber que a necessidade de fazer com que as pessoas cumpram aquilo que é meta minha é na verdade uma relação muito forte de dependência direta minha... é daí que surgem as ordens... quero que façam o que eu quero, como eu quero, por isso mando, pois preciso deles para que as coisas aconteçam... mas quando saio e as pessoas ficam por conta própria, acabam fazendo como querem, e o que querem... pois jamais farão exatamente aquilo que eu quis da forma que eu quis...
enfim, eles nunca se abalaram com nenhuma de minhas ordens... nunca houve uma “ordem”... é tudo coisa minha, de minha cabeça, como mais uma de tantas idiossincrasias...e no fundo, no fundo, quando mando demais, quem acaba perdendo a liberdade sou eu...
o silêncio dos cumes cobertos de neve, a imensidão branca e muda e fria, o medo da altura no alto de montes formados de flocos, de grãos, de rochas... quando ganhei a base no surf passei a acreditar que o skate poderia também ser familiar.. eu não estava errado, a única diferença é que quando o corpo cai ele quica ao invés de mergulhar (isso não é engraçado...)... ando pouco de skate hoje, já estirei um músculo do braço e fiquei três meses sem surfar... então o skate ficou em segundo plano...
a prancha é grande, costuma-se medir pela distância entre os pés e o nariz do usuário; as quedas são doloridas e complicadas, pois a prancha não descola dos pés, ela é fortemente presa, por botas com garras de aço, se você cai suas pernas viram uma hélice girando e deslizando e seu corpo não pará enquanto a inclinação não cessar, ou a prancha enfiar uma das pontas na neve; as quedas podem ocorrer em dois tipos de chão, na neve em flocos, fofa como um colchão, é muito divertido, mas mesmo assim é preciso cuidado, pois a neve as vezes esconde pedaços de rocha, ou na neve de pista, aquela que os outros esquiadores passaram antes de você e alisaram, e que deixa de ser fofa e vai ganhando a consistência dura do gelo; numa estação de esqui você pode escolher as pistas ou fora de pistas (http://www.catedralaltapatagonia.com/images/mapapistas_big.jpg): nas pistas não existem rochas e arvores, mas o chão é de gelo, fora de pista a neve é fofa mas as árvores e as rochas estão em toda parte; sugestão: aprenda nas pistas e quando controlar bem o snow siga para fora das pistas;
orientação para as quedas, sempre cair com os braços dobrados metendo com força os cotovelos na neve ou no gelo; evitar cair de costas pois estas quedas costumam forçar a coluna e costelas; não deixe as pernas girarem nas quedas, procure meter com força o snow na neve para pará-lo, se você deixar girar a própria sorte e estiver em alta velocidade irá quebrar a perna inevitavelmente, este é o acidente mais comum;



e por último... depois de conhecer tudo sobre o império persa e a antiga persepólis, o atual Irã, se deparar com a obra magistral de mariane satrapi e vincent paronnaud, Persépolis... a história desta transformação de uma das nações mais cultas e promissoras do planeta em berço do fundamentalismo islâmico, do fanatismo anti-imperialista, um amontoado de escombros do pós guerra irã-iraque... uma nação que apodrece aos poucos, bombardeada pelo iraque, comprada pelos americanos, violentada por seus próprios homens, maridos, filhos... uma nação de mulheres mudas...

lá fora tem uma árvore morta… um grande tronco de pele queimada, rosto enrugado, já sem cabelos, mantém a expressão triste de quem há muito não tem companhia... ao seu redor jaz uma piscina pequena em que as crianças não tomam banho, e uma casa vazia que o zelador só utiliza para guardar as coisas do seu trabalho...
um homem agarra-se ao seu corpo e o escala, em busca da pura seiva que ainda flui e lhe garante a utilidade... a criança espera a água do coco, sorrindo e com sede, a mulher sai da cozinha só para assistir a proeza do marido... uma família reside na janela à sua sombra... o grande tronco não faz mais sombra, não dá mais frutos, não possui mais utilidade nenhuma... as vezes chora, como todo mundo que sente saudades... sabe que está doente e que mais cedo ou mais tarde, como a divina regra do tempo que tudo consome e nunca falha, virá aquele mesmo homem serrar-lhe seus últimos segundos de vida, e quem sabe, se der sorte e não estivermos em tempos de festas de são joão, ser aproveitado como mesa, tamborete, peso de porta...
eu conheço esse tronco a um ano, quando me mudei para este apartamento... nunca lhe dei importância, velho e roto, descamado como um velho porco e sem cuidados, acometido de uma dermatite contagiosa... nunca pude olhar para o horizonte pela minha janela sem antes mirar esse tronco sem vida a um metro de meu rosto... assim como o coqueiro, nunca quis enxerga-lo, sem a mínima utilidade, sonhei neste são joão com ele numa bela fogueira, a sumir nas cinzas...
num belo dia de ressaca, acordei ao meio dia, com aquela pancada na janela, corri em agonia, como o fizera nas tantas outras vezes, e vi o que era... um pássaro bicava minha janela com força, não sei se no intuito de entrar ou de me convocar para algo... fiquei assistindo a ave, que certamente não podia enxergar-me devido ao revestimento que escurecia o vidro da janela... cansada de tanto bater na janela, ela voou irritada e dirigiu-se aos braços do velho tronco... do interior daquele tronco dois outros pássaros surgiram, e um deles veio a minha janela, repetindo as pancadas intensas, como a gritar uma mensagem comovente, raivosa e revoltada, em um código morse cósmico... ficou vinte segundos, voltou ao tronco e seguiu sua vida... eu abri a janela de uma vez e encarei o tronco e os pássaros... eles não me disseram nada... mas eu queria que sua mensagem fosse esta...
“abra esta janela... este lugar não é seu... quero construir um ninho aí dentro, onde a chuva não entra e o sol não castiga... exatamente onde está sua casa, no passado estiveram outras árvores, e foram todas derrubadas, à exceção desta, que de raízes mais fortes e resistentes, não morreu... hoje você mora sobre os restos de outras árvores, como a que meus pais alojaram o ninho onde nasci... e a única coisa que me resta é este tronco resistente, forte, já bastante desgastado, que você insiste em derrubar, apenas porque torna feia a paisagem... humano idiota...”
daquele dia em diante, os pássaros foram parando de bicar minha janela, mas não tenho fotos disso, nunca pensei nisso... mas tenho testemunhas, meus irmãos um dia viram... era de enlouquecer, era intenso e bonito ao mesmo tempo, e todos que ouviram eram unânimes e concordavam, "estes pássaros tem raiva, eles querem arrombar esta janela"... "rapaz, ainda vai quebrar seu vidro, abre esta porra"... eu pensava, "e se abrir o vidro, ele vai fazer um ninho aqui dentro"...
passei a prestar atenção e percebi que existem vários ninhos no tronco... mas independente da quantidade, eles realmente nunca mais voltaram a bicar minha janela... hoje resolvi publicar algumas imagens do tronco e dos pássaros no tronco... irei a partir de agora registrar a vida deste tronco velho gagá roto esfarrapado e aparentemente sem vida...
e, por mais insano que pareça, juro que sou capaz de ouvir seu comando sábio entre uma pose e outra para as fotos... “vão lá pássaros, ele precisa ver e ouvir vocês para entender quem eu sou, o que represento e voltar a ter esperança na humanidade...”
e é exatamente ao som de something, de ressaca física e moral, porque a noite foi de fuder mas eu sempre acabo sendo muito mais escroto do que pretendia, que eu pego um livro na estante, justamente aquele que supostamente não teria nada a me dizer, justamente aquele que eu ganhei de um idiota do meu antigo trabalho num amigo secreto, com ele tentando me passar uma lição de moral, tentando me envergonhar com uma gracinha de menino adolescente que ainda não sabe exatamente como se joga o jogo dos homens...
assistam comigo esse filme: os revolucionários franceses em pleno julgamento apresentando todos os motivos mais convincentes para justificar decapitar o rei... e o rei da frança dizendo assim, chorando, assustado, “não me matem, eu não tenho culpa de terem me colocado lá como rei, não fui eu que criei a monarquia, nunca quis ser rei”... e as pessoas que sempre o viram como símbolo de força, austeridade, bravura, ali ao seu redor olhando a cena, totalmente decepcionados com a covardia, com o medo daquele senhor... que perdera completamente seu reinado... agora imagina esse mesmo senhor, nessa mesma situação, calado o tempo inteiro, olhar frio e rígido a mirar os olhos de cada uma daquelas pessoas com toda sua raiva e força... ao ser perguntado se tinha alguma coisa a dizer... “Eu sou Deus na terra. Como vocês ousam me enfrentar?”...
nunca... as justificativas podem ser dadas caso o príncipe queira... por uma questão de gentileza... e se elas forem pedidas, inicie uma investigação para levantar as razões e interesses por trás do pedido, pois quase sempre existe ali uma tentativa de reverter a polarização do poder... existe ali alguém querendo fazer o que quer e buscando suas razões para que se tornem as razões dele...
“Os que se vingam por princípios são ferozes e implacáveis.”
“Jamais haverá revolução social sem terror.”
como mudar a sociedade atual sem uma grande guerra armada interclasses?
dos aforismos que merecem uma compreensão cuidadosa.. quem tem atitudes louváveis apenas pensando em ser louvado, possui estas atitudes não pelo que elas tem de significado pessoal, de resultado de sua própria história... a balança que utiliza para equilibrar sua bondade é dos outros... naturalmente, pois os outros sempre pensarão por eles mesmos, pois só quem sabe suas razões é você, a balança pende para um lado mais que para o outro... e para equilibrar mais e mais atitudes louváveis pensando em ser louvado são tomadas... cada vez mais... e quanto mais atitudes louváveis, e mais reconhecimento, maior o desequilíbrio da balança, pois maior a distância destas atitudes de um significado pessoal, interno, profundo... e o que falar dos vícios? não seriam eles a tentativa desesperada de quem não agüenta a responsabilidade de ter nas mãos a própria balança?
“O homem só deixa marca na vida ao dominar seu caráter ou ao fazer-se um.”
Para comentar este aqui, eu trouxe Nietzsche, “Deves tornar-te senhor de ti mesmo, senhor também de tuas próprias virtudes. Antes elas eram teus senhores; mas devem ser apenas teus instrumentos junto com outros instrumentos. Deves adquirir poder sobre o teu pró e o teu contra, e aprender a desatá-los e a liga-los de novo, segundo teu objetivo mais alto.(...) é preciso ter poder sobre a própria vida, o que se prova proibindo-se também alguma coisa. (...) ou se é escravo da vida ou senhor dela, o que só consegue quem renuncia aos bens da vida.”
“O homem superior não está no caminho de ninguém.”
Toca Rauuuuulllll: Não sei onde eu to indo só sei que estou no meu caminho...
“O homem superior é impassível: enaltecido ou reprovado, segue sempre.”
Toca Rauuuuulllll:Enquanto vc me critica eu to no meu caminho...
“Um homem sem coragem nem bravura é uma coisa.”
ESPARTA!!!!
“Habituar-se aos fatos mais violentos consome menos o coração que as abstrações: os militares valem mais que os advogados.”
nunca pensei que fosse admirar tanto os militares...
“As pessoas só acreditam no que é agradável acreditar.”
preciso pensar melhor nesta frase... não ousarei me destacar deste plural ‘as pessoas’ antes de refletir muito se todas as minhas crenças são ou não são de alguma forma realmente agradáveis para mim... parece desta maneira, uma verdade bem incomoda esta...
“Só se faz bem o que a gente mesmo faz.”
A velha máxima de paulo freire é magnífica... pois por mais que possa ser óbvio... o óbvio sempre, always, everytime, precisa ser dito...
“Discutir no perigo é apertar a corda em volta do pescoço.”
“Nada se fundou sem a espada.”
Isso me lembra a conversa entre pai e filho no início de Conan, O Bárbaro.
“Um povo só é conduzido quando lhe mostram um futuro: um chefe é mercador de esperança.”
eu acredito nisso...
Moral da história: meses depois, encontrei com o cara no carnaval, esse que me deu o livro... eu estava bêbado, muito bêbado, e nessas horas eu sempre fico muito amável e sorridente e pacífico... sou um cara tranqüilo que não gosta de brigas... sei que entre adultos civilizados as coisas precisam ser resolvidas na base do diálogo e da paciência, é preciso aprender com a diversidade... o cara passou com um abadá do nana banana, era o quinto ou sexto de uma fila de rapazes que buscam uma medalha de honra ao mérito “beijei várias no carnaval”... no auge de minha bebedeira, eu só fiz bater no peito dele com bastante força como quem encontra um velho amigo mas sabe que está machucando com aquela brincadeira, bati no peito dele umas duas três vezes e dei uma puxadinha de leve na camisa do abada... para ele ver quem estava batendo e chamando ele... ele me viu e se assustou, claro, não esperava me ver ali... eu aproximei meu rosto dele encarando ele de forma bastante intimidadora, pois você não precisa saber brigar para dar e tomar uns sopapos, você não precisa ser mestre das artes marciais para derrubar um brutamontes super malhado... a gente aprende isso nos ringues da viril estupidez masculina... o segredo de uma luta está em acionar o botão da raiva... aprender a acionar o botão da raiva... até porque quem sabe ligar aprende justamente porque fica mestre em saber desligar... aproximei meu rosto encarando o cara sem a mínima idéia de que imagem eu poderia naquele momento estar representando... pois a única coisa que eu emanava naquele momento era raiva... com ele ali congelado, parado, assustado, e os colegas dele esperando por ele, assistindo tudo, eu disse: “abre o olho rapaz, presta atenção viu, abre teu olho”... e dei uma risada sarcástica, encarando com a mesma raiva todos os seus amigos, virando de costas e indo embora... depois desse dia ele nunca mais se dirigiu a mim... e deve ter aprendido também que dar um livro a alguém sem o ter lido é sinal de preguiça e vaidade... além de muita burrice... hehehe...
Ave Maria,
cheia de graça,
o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres,
bendito é o fruto em Vosso ventre,
Jesus.
Santa Maria Mãe de Deus,
rogai por nós os pecadores,
agora e na hora da nossa morte.
Amém.
Será que alguém percebe quem sou eu agora?vale ainda uma breve introdução... tenho 31 anos... desde que nasci meu pai assina a playboy... e um amigo dele deu para ele ainda várias revistas antigas... ele tinha um processo educacional da sexualidade masculina bastante interessante... era uma coisa do tipo: “no dia que pintar o interesse, divirta-se”... conseqüência: sou um cara além de meu tempo... na adolescência curti mulheres que já na época execravam suas experiências de nu na playboy... tenho uma coleção em casa de fazer inveja... tenho várias revistas homem, tenho alguns números da antiga status... não se assustem caso eu venha a indicar algumas revistas que vocês nunca tenham tido acesso...

ANGELA VIEIRA, 1999 - alguém já viu alguma coroa mais espetacular que essa? tem uns carinha que se arrumam com Hebe Camargo, Ana Maria Braga, mas isso é pra que gosta de mofo e pelanca... Ângela Vieira é o sonho de todo homem, uma mulher madura, intensa, sensual, provocante... a coroa que é meu sonho de mulher pro resto da vida, até porque para ela a vida e a curtição vai durar só um pouquinho mais e aí dá para trocar e continuar curtindo noutros cantos... mas é uma senhora que carrego em meus sonhos mais honestos e desejosos de amor eterno...
ANDRÉA GUERRA, 1991 - ela é da época de mari alexandre, cristina mortágua, isadora ribeiro... início da década de 90, ela com exatos vinte anos, no auge de sua forma física, a garota queria ser atriz... o problema é que ela era gostosa demais... ao foi fazer ponta nos programas humorísticos da globo, chegou a fazer parte da escolinha do professor raimundo, fez a série A Desinibida do Grajaú onde mostrava os peitos e ainda fazia umas pontinhas em malhação... o que aconteceu afinal? Foi esquecida pela mídia, engordou, saiu de circulação, depressão... se recuperou e apareceu pelada de novo, na sexy, mas não é mais a mesma... teve inclusive outro ensaio em 1998, na própria playboy, mas não é mais a mesma coisa...
AS TRIGÊMEAS, 1992 - esta revista é um presente para mim, e todos que moraram em minha cidade na adolescência, A Serra dos Carajás... digo isso, porque exatamente quando esta revista saiu, eu conheci três irmãs que eram a encarnação destas meninas da playboy, e que estavam com seus dezesseis, dezessete, dezoito anos... não eram gêmeas mas provocavam a cidade inteira... e elas maravilhosas... essa revista circulava nas mãos de todo mundo... entre meus amigos, eu era o único que podia ter esta revista em mãos, eu devia ter 14, 15 anos... lembro inclusive que tinha uma contra capa em que as três mostravam os peitos... considero esta revista um marco de minha existência sexual...

LUCIANA VENDRAMINI, 1987 - ela foi paquita... foi namorada do paulo ricardo, no auge do RPM... fez o ensaio da playboy ainda com 16 anos, com autorização dos pais, e a playboy segurou a revista por mais de um ano e publicou uma semana depois dela completar dezoito anos... brinquem... depois se perdeu, se meteu com droga e nas ondas erradas do Paulo Ricardo, teve TOC(transtorno obssessivo compulsivo), e voltou a aparecer numa playboy a uns três anos atrás... mas nada se compara ao maior ícone feminino da adolescência na década de oitenta... saudades... ela teve outro ensaio em 2003 acho...
XUXA, 1982 - porque eu fui um baixinho da xuxa e tive em casa a revista dela, com ela nua em pelo, e sei as conseqüências dessa obscenidade para minha vida social e sexual... xuxa nunca conseguiu adquirir meu respeito, eu era o baixinho da xuxa que queria meter a mão debaixo da sai dela... e ainda tem o episódio do pelé, que desmoralizou a menina, porque o pelé, como o mundo inteiro sabe, nunca foi gente boa ou caprichosa... ele sempre comeu qualquer uma, o que aparecesse, tal qual nosso amigo roberto carlos, mas pelé ainda conseguia ser pior, são inúmeras as histórias dele com travecos e homossexuais, tudo bem, sempre ativo, mas mesmo assim viado... e aí ele aparece dizendo explicitamente, na playboy, “eu transei com a xuxa”... e ela “ele é um gostoso” (tenho a playboy com a entrevista)... eu nunca consegui respeitar a xuxa... as fotos são toscas, simples mesmo, só ela pelada, mas marcam pelo que a mulher foi e sempre representou pra mim... ainda posto o ensaio dela aqui... mas vcs tem que me pedir... porque vai dar trabalho scanear...

alguns episódios são remakes da série classica... esta série está anos luz em termos de roteiro e produção das citadas anteriormente, é realmente uma super série... se alguns não se lembram ela chegou a passar na tv aqui no brasil, e se não me engano na bandeirantes... mas como entendê-la exige acompanhá-la, e isso é impossível quando se trata de tv aberta, foi um fracasso de audiência e saiu do ar... mas agora com o box na mão, a história é outra...

Jornada nas estrelas, a ira de khan, de 1982... que tal ver kirstie alley como saavik, uma brother de spock? É o filme do verme que entra pelo ouvido e se aloja no córtice cerebral e, como resultado, a vítima fica suscetível a sugestão e, posteriormente, a loucura e a morte... a cena é de doer os ouvidos de qualquer um.... mais uma saga da enterprise, mostra um kirk em crise, contra um dos melhores vilões de todos os tempos... kahn e a família são realmente escrotos... e as cenas de ação são as melhores de toda a série de longas...
Jornada nas estrelas, a procura de spock, 1984... o corpo de spock está morto... kirk luta para salvar o espírito de spock, que ainda vive em Mccoy... mas é impedido, pois perdeu o controle da enterprise... ele rouba a enterprise e vai tentar salva-lo... o roubo da enterprise é emocionante... e a cena da destruição da enterprise: é inacreditável fazer tudo aquilo com miniaturas e movimentos de camera... aparecem klingons... é um filme que só se entende vendo os anteriores... foi dirigido pelo próprio leonard nimoy...
Os outros filmes eu vi, mas nunca dei muita importância, acho até que verei de novo, porque me empolguei... os filmes são legais, interessantes... mas a série... merece um post só para ela... é o próximo...
quem quiser o conhecimento enciclopédico bruto sobre os filmes, procure no google... não faltam links sobre...